Juliano Alves - Design e Tecnologia

Apple e suas fontes de inspiração

Devo admitir que sempre gostei muito do estilo clean dos produtos da Apple, seu design impecável e, claro, a aura de magia sobre todo lançamento da empresa. Sem falar que as pessoas simplesmente são apaixonadas pela Apple, há uma grande relação de amor entre a marca e seus admiradores.

Mas onde eles buscam tamanha inspiração para tantos gadgets de sucesso e que muitas vezes tornam-se padrão de mercado? A revista Galileu levantou uma hipótese na sua edição março/2008.

Leia abaixo, ou direto no site da revista.

Mera coincidência?
Às vésperas de comemorar 10 anos de renascimento, a Apple é acusada de plagiar produtos alemães dos anos 1960
Emiliano Urbim

Imagens Apple

Para muitos, a Apple é uma empresa como qualquer outra, fabricante dos estilosos computadores Mac, do onipresente iPod e do supercelular iPhone. Mas no universo paralelo dos geeks, a empresa de Steve Jobs invariavelmente desperta amor ou ódio. Os que têm a segunda reação agora ganharam mais argumentos. Estão bombando na internet comparações entre o design da californiana Apple e os da alemã Braun, que era vanguarda industrial nos anos 1950 e 1960. A semelhança, que você pode conferir aí embaixo, jogou água no chope das comemorações dos dez anos do iMac, computador de cores cítricas que tirou a Apple do buraco em 1998.

Jonathan Ive, designer do iMac e de todos os sucessos que o sucederam, admite publicamente ser um discípulo de Dieter Rams, a lenda por trás das famosas criações da Braun – muitas delas presentes no Museu de Arte Moderna de Nova York. Além da estética, abraçou a filosofia de Dieter, um obcecado por sutileza, simplicidade e funcionalidade. Verdade seja dita: é comum designers usarem como referência o trabalho dos seus antecessores. O problema é que para a Apple, que posa sempre como se estivesse duas curvas à frente, pega mal se inspirar em modelos de rádio, toca-discos e alto-falantes de tanto tempo atrás.

Antes fossem só as acusações de plágio. Devido às vendas abaixo do esperado, a empresa foi forçada a reduzir o preço do iPhone (de U$ 599 para U$ 399). O novo sistema operacional do Mac, o Leopard, vem sendo criticado, e as ações tiveram queda de 16% no final de janeiro. Em compensação, seu novo notebook, MacBook Air, finíssimo e levíssimo, deixou todo mundo babando. Até agora, sem comparações.

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